Anatomia funcional do fígado

04 de maio, 2018
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A anatomia funcional do fígado é composta por 8 segmentos, cada um suprido por uma única tríade portal, composta por uma veia porta, artéria hepática e ducto biliar. Estes segmentos são organizados em quatro setores separados por cissuras contendo as três principais veias hepáticas. Estes setores são organizados em fígado direito e esquerdo. O sistema foi originalmente descrito em 1957, por Goldsmith, Woodburne e Couinaud, e define a anatomia hepática da forma mais relevante para a cirurgia hepática.
 
A cissura principal contém a veia hepática média, que corre em direção anteroposterior da fossa da vesícula biliar até o lado esquerdo da veia cava e divide o fígado em hemifígado direito e esquerdo. A linha da cissura principal também é conhecida como linha de Cantlie. Desta forma, é possível dividir o fígado da seguinte maneira
 
– Direito (divisão em setores anterior e posterior pela cissura direita, que contém a veia hepática direita)
 
– Setor anterior: segmentos V e VIII
 
– Setor posterior: segmentos VI e VII
 
– Esquerdo (divisão em setores anterior e posterior pela cissura esquerda, que contém a veia hepática esquerda)
 
– Setor anterior: segmentos III e IV
 
– Setor posterior: segmento II
 
O lobo caudado (segmento I) é a porção dorsal do fígado, envolve a veia cava inferior com sua superfície posterior e localiza-se posteriormente à tríade portal esquerda, na parte inferior, e às veias hepáticas média e esquerda, na parte superior.
 

Como funciona o fígado humano?

 
O fígado é o centro da hemostasia metabólica. Funciona como sítio regulador para o metabolismo da energia, coordenando a captação, processamento e distribuição de nutrientes e seus produtos energéticos. Também participa na síntese de diversas proteínas, enzimas e vitaminas amplamente envolvidas nas funções orgânicas. Além disso, desintoxica e elimina substâncias exógenas e endógenas.
 

Avaliação da função hepática

 
A triagem de doença hepática, avaliação da função hepática, o diagnóstico dos distúrbios específicos e o prognóstico são fundamentais no tratamento da doença hepática.
 
A alanina aminotransferase (ALT), aspartato aminotransferase (AST), fosfatase alcalina e bilirrubina são marcadores bioquímicos de lesão hepática. Albumina, bilirrubina e tempo de protrombina são marcadores da função hepatocelular. Elevações de enzimas hepáticas freqüentemente refletem dano ao fígado ou obstrução biliar, enquanto uma albumina de soro anormal ou tempo de protrombina pode ser visto no contexto de função sintética hepática prejudicada. A bilirrubina sérica mede em parte a capacidade do fígado de desintoxicar metabólitos e transportar ânions orgânicos para a bile.
 

A importância do Transplante de Fígado

 
O transplante raramente cura a doença subjacente. A doença hepática recorrente após o transplante pode ocorrer em qualquer paciente, dependendo da doença para a qual o transplante foi realizado. Assim, a decisão de listar um paciente para transplante é uma análise de risco-benefício em que os riscos inerentes à cirurgia, doença recorrente e imunossupressão a longo prazo devem ser ponderados em relação aos benefícios potenciais do transplante. Esses benefícios diferem para cada paciente, mas incluem melhorias na sobrevida, prevenção de complicações a longo prazo e melhor qualidade de vida relacionada à saúde. Na maioria dos casos, os riscos associados à doença recorrente não superam os benefícios do transplante hepático.
 
A limitação principal para o transplante é a disponibilidade de doadores de órgãos. O pareamento do doador com o receptor é fundamentado no tamanho e na compatibilidade de grupos sanguíneos ABO.
 
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