Câncer de próstata – a importância do diagnóstico precoce

23 de novembro, 2018
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Por Dr.João Ricardo

A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino que se assemelha a uma castanha e tem cerca de 20g, localiza-se abaixo da bexiga, junto às vesículas seminais e produz o esperma.

Algumas patologias podem comprometer a glândula, dentre as mais frequentes estão a hiperplasia prostática benigna, o câncer de próstata e as prostatites.

Hiperplasia prostática

A hiperplasia prostática benigna atinge grande parte da população masculina em maior ou menor grau após os 50 anos, e causa desde desconforto urinário até a completa retenção urinária.

Prostatites

As prostatites, que são a 3ª doença mais frequente da próstata, são infecções agudas ou crônicas, na maioria das vezes decorrentes de processos infecciosos, relacionadas à atividade sexual, e levam principalmente à dor.

Câncer de próstata

O câncer de próstata, que é o 2º câncer mais frequente no homem (o 1º é o de pele), bem como a hiperplasia prostática benigna, tem uma grande relação com a idade. É muito frequente em homens após os 65 anos e apresenta várias formas de gravidade, de acordo com a tipificação histológica de suas células e conforme a extensão da doença, que vai de doença localizada até doença disseminada metastática, podendo levar à morte.

Detecção precoce

Um fator muito importante sobre a possibilidade de cura do câncer de próstata reside na sua detecção precoce, porém esse objetivo tem alguns desafios, pois a sintomatologia da doença habitualmente está relacionada às suas formas avançadas, que apresentam menores possibilidades terapêuticas curativas, enquanto que em lesões diagnosticadas na fase inicial têm grande possibilidade de cura e controle.

Sinais clínicos

Os sinais clínicos de doença avançada são dor óssea, dor ao urinar (disúria), vontade de urinar com frequência (polaciúria) e sangramento na urina ou no esperma.

Então, diagnosticar uma lesão inicial que geralmente não tem sintomas é o grande desafio para um enfrentamento com sucesso dessa patologia. Assim, esse objetivo naturalmente só é atingido com uma estratégia de rastreamento da população suscetível.

Programas de prevenção

Sabidamente os programas de prevenção devem ser acessíveis a homens após 50 anos, ou então para homens após 45 anos que tenham histórico familiar de câncer de próstata.

Deve-se levar em conta que além dos fatores genéticos, a etnia também está relacionada como fator de risco. Dessa forma, homens negros são mais suscetíveis que homens brancos, que, por sua vez, são mais suscetíveis que homens amarelos. Interessante relatar que caso detectado precocemente, os índices de cura chegam a 90%.

Formas de detecção precoce

As formas de fazer a detecção precoce são bem conhecidas e inclui a dosagem do PSA (antígeno prostático específico), que é uma glicoproteína produzida pelas células prostáticas e que tem elevação na corrente sanguínea nas diversas afecções prostáticas.

Também incluem exames de imagem, como o ultrassom, e principalmente o toque retal, que realizado por profissional capacitado, tem grande poder de detecção, pois os nódulos cancerosos estão na área periférica prostática com relação anatômica íntima com a parede retal.

Biópsia

A detecção de um nódulo suspeito indica uma biópsia, guiada por exame ultrassonográfico, que além de confirmar o diagnóstico, propicia a análise da celularidade, orientando as diversas formas terapêuticas, que vão desde observação quando detectado graus pouco agressivos, até tratamento cirúrgico ou radioterápico.

Caso não tenha sido diagnosticado precocemente o câncer, e tenha sido feito sua identificação em fase avançada ou metastática, impõe-se tratamento, na maioria das vezes, sem possibilidade de cura, mas com objetivos de controlar sintomas ou de fazer a doença não avançar. Nestes, estão indicados radioterapia, hormonoterapia e quimioterapia.

 

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