Conheça Da Vinci: o robô cirurgião

10 de janeiro, 2018
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A ficção científica trouxe à realidade um dos seus principais personagens. Hoje o uso de robôs se tornou cada vez mais comum no dia a dia de diferentes áreas. Este recurso tem sido adotado sistematicamente na Medicina para aperfeiçoar a qualidade do atendimento aos pacientes, que se beneficiam com os avanços tecnológicos.
 
Para saber mais sobre a utilização deste recurso, leia o nosso artigo:
 
Como os robôs vão revolucionar a Medicina?”
 
O Da Vinci já é utilizado em todo o mundo, incluindo o Brasil, principalmente em procedimentos urológicos e cirurgias de cabeça e pescoço. O famoso robô cirurgião permite que os médicos realizem procedimentos com maior precisão, garantindo menos danos e uma recuperação mais rápida.
 
Um vídeo, publicado no YouTube pela Da Vinci Surgery, mostra a precisão do equipamento ao realizar uma sutura em uma uva de 1 centímetro dentro de uma garrafa.

Como o Da Vinci funciona?

O robô não é capaz de substituir a habilidade de um cirurgião, por isso, o procedimento é realizado a quatro mãos, ou melhor, seis, já que o equipamento possui quatro braços mecânicos. O segredo para a sua precisão é uma interface que faz com que o robô repita os movimentos realizados pelo cirurgião.
 
O Da Vinci funciona por meio de duas estruturas principais, um console onde o especialista tem acesso aos controles dos braços mecânicos do equipamento e um monitor que permite a visualização em tempo real do local a ser operado. A imagem é gerada em 3 dimensões com alta definição e pode ser ampliada em até 15 vezes.
 
Além do console de operação, o Da Vinci possui uma torre com quatro braços. O primeiro é equipado com um sistema de câmera 3-D, já os demais podem segurar diferentes instrumentos cirúrgicos.

Evolução da cirurgia robótica

Apesar de toda atmosfera futurista, a primeira cirurgia robótica foi realizada em 1985. Conhecida como Laparoscopia, essa técnica representou um grande avanço quando criada. No entanto, a tecnologia possuía duas limitações que impediam sua utilização em larga escala:  visão restrita (exibição de imagem 2-D pelo monitor, o que prejudicava a percepção de profundidade) e rigidez dos movimentos.
 
No final da década de 90, a criação dos robôs cirurgiões Zeus e Da Vinci sedimentou as bases para popularização desse tipo de procedimento pelo mundo. Sem a limitação de seus predecessores, a competição entre os dois equipamentos motivou a rápida evolução e expansão da tecnologia, que passou a ser apresentada em eventos por todo o mundo.
 
Durante os anos 2000, a tecnologia saiu dos laboratórios e eventos de demonstração, sendo então adotada por muitos centros cirúrgicos americanos, onde atualmente procedimentos por intermédio de robôs são bastante comuns.
 
No Brasil, as primeiras cirurgias robóticas aconteceram em 2010. Com o uso desta tecnologia, o Hospital Israelita Albert Einstein, realizou o primeiro procedimento cardíaco no país e o Hospital Sírio-Libanês, a primeira cirurgia de próstata.
 
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