Corpo são, mente sã: importância da prática de atividades físicas para sua rotina de estudos

30 de junho, 2017
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Durante a preparação para a prova de residência ou concursos médicos, muitos candidatos procuram aproveitar cada segundo disponível. Normalmente o tempo gasto com atividades físicas é automaticamente transferido para as sessões de estudo. Porém, de acordo com a ciência, essa é uma péssima escolha, pois, entre outros benefícios, a prática regular de exercícios melhora a memória e a capacidade de raciocínio.

Atividade física e memória

Diversos estudos científicos, principalmente no campo relacionado ao Alzheimer, têm, sistematicamente, comprovado a ligação entre exercícios e a melhora da memória. Um exemplo foi a tese de doutorado de Thays Martins Vital, cujo objetivo era comprovar a hipótese de que variações no fator de crescimento endotelial vascular (VEGF) estariam envolvidas com a perda de memória.

O trabalho focou em idosos com diferentes graus de D.A. Eles foram divididos em dois grupos. O primeiro foi submetido a sessões de exercícios aeróbicos e o outro continuou sedentário. Ao final do experimento, embora os resultados tenham sido inconclusivos sobre a variação do VEGF, o grupo que foi submetido às atividades físicas teve melhora considerável na memória.

Fator neurotrófico

Um grupo de cientistas irlandeses conduziu um estudo que teve resultados parecidos. Nele, estudantes sedentários participaram de um teste de memória, tendo seus resultados anotados ao final. Depois disso, eles foram divididos em dois grupos, um deles ficou em uma sala descansando enquanto o outro fez 30 minutos de bicicleta em ritmo acelerado.

Os estudantes novamente participaram de um exercício de memória. O resultado mostrou que os indivíduos que foram submetidos à atividade física tiveram um desempenho superior àqueles que descansaram nos 30 minutos.

Para tentar entender essa diferença, os cientistas recolheram amostras de sangue dos participantes do experimento. Os resultados revelaram uma concentração maior do fator neurotrófico cerebral derivado (BDNF).

 

Nascimento e crescimento de novos neurônios

Além de elevar a produção de BDNF no cérebro, outro benefício de praticar atividade física é a capacidade de desenvolver e até mesmo criar novos neurônios. Essa conclusão foi obtida pela pesquisa realizada por Henriette van Praag, Ph.D do Laboratório de Neurociências do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos.

O estudo avaliou dois grupos de animais, o primeiro totalmente sedentário e o segundo liberado para realizar exercícios regulares. Além da maior produção neuronal, àqueles que praticaram atividades físicas apresentaram elevação das substâncias envolvidas na nutrição e desenvolvimento dos neurônios. Outro resultado importante do estudo foi observar no grupo “fitness” a capacidade de adaptação e criação de novas conexões cerebrais.

Oxigenação do cérebro

Outro fator relevante para aprimorar as funções cognitivas é a maior presença de oxigênio no cérebro. As atividades físicas aeróbicas intensificam o fluxo sanguíneo e provocam esse efeito, o que melhora a memória e a capacidade de concentração. Esse resultado é suportado por uma pesquisa realizada com 1 milhão de jovens entre 15 e  18 anos. O mesmo estudo avaliou que, embora a musculação ajude os demais fatores citados nesse artigo, ela não traz vantagens para esse objetivo.

Diminuição do estresse

Exercícios físicos são uma das formas mais eficientes de liberação da endorfina. Esse hormônio é responsável pelo sentimento de bem-estar e conforto, tendo uma ação poderosa na melhora do humor e alegria. Essa propriedade é fundamental para quem está se preparando para a realização de uma prova, pois a rotina contínua de estudo e ansiedade são combustíveis para casos de estresse e depressão.

E você? Já está pensando em inserir a prática de atividade física dentro do seu plano de estudos?

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