O Novo Revalida: entenda as mudanças

24 de julho, 2019
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O Revalida, Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Estrangeira, sofrerá mudanças. A ideia é poder atender da melhor forma os médicos que se formaram fora do país e precisam validar o seu diploma aqui, no Brasil.

Leia mais: O que é a prova do Revalida?

A grande mudança e destaque dessa reestruturação é a quantidade de edições por ano: agora, o aluno poderá fazer a segunda etapa do processo mais de uma vez. Outra mudança importante é quem organizará o processo – deixará de ser competência do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) e ficará a cargo da Secretaria de Educação Superior – o SESU (com colaboração do Conselho Federal de Medicina, o CFM). O MEC (Ministério da Educação) prevê que a portaria e edital do Novo Revalida serão publicadas  ainda este ano.

Novos parâmetros

Para as mudanças, um Grupo de Trabalho interministerial foi formado para estudar e diagnosticar os processos de revalidação dos diplomas de Medicina expedidos por outros países. Este GT é composto por representantes do Ministério da Educação; do Inep; do Conselho Federal de Medicina; da Secretaria de Educação e Gestão do Trabalho (SGETS/MS); da Associação Médica Brasileira; e da Academia Nacional de Medicina.

O que é o Revalida?

Todo médico que tem sua formação expedida  fora do Brasil precisa revalidar o seu diploma. Para isso, o aluno precisa inscrever-se no programa Revalida e passar por quatro etapas, as quais serão:  entrega de documentos, leitura de histórico escolar, provas, pagamento de taxas etc. Esta ação é necessária para que a análise da grade curricular do aluno seja efetuada e, após realizado este procedimento, verifica-se tal  atende às necessidades do Sistema de Saúde do Brasil (o SUS) no mesmo nível ao que é exigido dos médicos formados em todo território nacional.

As provas

As provas abrangem conteúdos das cinco grandes áreas da Medicina (Clínica Médica, Cirurgia, Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria, Medicina da Família e Comunitária/Saúde Pública). E também há uma fase prática, avaliada por uma banca examinadora, que afere três grandes competências exercidas pelo aluno: habilidade de comunicação, raciocínio clínico e tomada de decisões.

Saiba mais: O que é necessário para ter um CRM médico?

 

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