Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia

22 de maio, 2019
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Prof. Dr. Fábio R.Cabar

Ginecologia e Obstetrícia são duas especialidades distintas adquiridas por meio de um único programa de Residência Médica, de maneira que a formação acadêmica, obrigatoriamente, se dá em ambas as áreas.

Ginecologia significa “a ciência da mulher”; é a especialidade da Medicina dedicada ao estudo do aparelho genital feminino e da mulher como um todo.

Obstetrícia é a ciência que estuda a reprodução humana, ocupando-se da gestação, do parto e do puerpério, contemplando os seus aspectos fisiológicos e patológicos. O termo “obstetrícia” é derivado do latim “obstare”, que significa “estar ao lado”.

Assim, a área de Ginecologia e Obstetrícia tem a característica ímpar de lidar com duas especialidades que tratam da saúde da mulher em diferentes períodos da vida, apesar de serem bastante distintas em termos das doenças, dos cuidados e da abordagem da saúde no dia a dia.

Essas especialidades podem ser consideradas as mais completas da Medicina, pois atuam em diversos níveis de atendimento, seja ele ambulatorial, hospitalar, clínico, cirúrgico ou de imagem.

Além disso, o atendimento ocorre em todas as fases da vida da mulher. Independentemente de haver doença, as pacientes do ginecologista representam um pouco mais da metade da população, mulheres que buscam a saúde por meio da prevenção de doenças.

Conhecimentos necessários

Por se tratar de especialidades clínicas e cirúrgicas, é necessário conhecimento de anatomia, embriologia, histologia, técnica cirúrgica, endocrinologia, clínica médica, psiquiatria, imagenologia e ética médica.

Opções de trabalho

Classicamente, atribui-se uma péssima qualidade de vida a esses profissionais. Entretanto, existem muitas opções de trabalho para o ginecologista e obstetra, de forma que é possível ter uma rotina organizada e que ofereça condições adequadas para quem busca boas condições de trabalho.

Obviamente, aqueles que optam por fazer atendimento pré-natal e se disponibilizam a realizar os partos terão horários mais imprevisíveis, tendo que trabalhar durante madrugadas, feriados e finais de semana.

Por outro lado, quem realiza apenas atendimento ambulatorial ginecológico raramente sairá de sua rotina preestabelecida, trabalhando em horários definidos. Da mesma forma, os profissionais que optarem por exercer a profissão realizando exames (colposcopias, ultrassonografias) jamais trabalharão fora do horário comercial.

Leia também: O que faz um ginecologista? Desafios da especialidade.

Os plantões de Obstetrícia

Os plantões de Obstetrícia, apesar de cansativos, têm a vantagem de permitir ao médico organizar sua rotina e limitar suas atividades ao período de seu plantão. Assim, acabado o horário do plantão, quem assume os cuidados das pacientes é o próximo obstetra.

Leia também: O que faz um obstetra? Entenda melhor as nuances da profissão.

A Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia

A Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia é de duração mínima de 3 anos. No princípio da Residência, o médico realiza o trabalho menos desejável, com quase nenhuma autonomia para tomar decisões.

Primeiro ano

Em geral, no primeiro ano da Residência, o médico cuida do pré-parto, acompanhando as parturientes e realizando os partos normais, atende no pronto-socorro e cuida das puérperas internadas na enfermaria da maternidade.

Segundo ano

Já no segundo ano, a responsabilidade aumenta quando começam os estágios nas subespecialidades, como oncologia, reprodução assistida e mastologia.

Terceiro ano

Por fim, no terceiro ano, espera-se que o médico saiba adotar condutas, domine a técnica cirúrgica de procedimentos rotineiros, como cesárea e histerectomias, e que, ao mesmo tempo, esteja preparando-se para uma subespecialização. Após a finalização da Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia, existe uma vasta gama de opções de atuação.

Leia também: Como é a prova de Residência Médica?

Áreas de atuação

Atualmente, as áreas de atuação reconhecidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) são as seguintes: endoscopia ginecológica, densitometria óssea, medicina fetal, sexologia, ultrassonografia em ginecologia e obstetrícia, mastologia, reprodução humana.

Subespecialidades

Além disso, existem outras subespecialidades que, apesar de não reconhecidas oficialmente pelo CFM, têm bastante espaço no mercado. São elas: patologia do trato genital inferior, uroginecologia, oncoginecologia e endocrinologia ginecológica.

 




	

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