Arritmias cardíacas – O que cai na prova?

12 de junho, 2019
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Quais são as arritmias cardíacas?

Por Prof. Rafael Munerato.

As arritmias são distúrbios da ativação elétrica do nosso coração. Estas alterações podem ser relacionadas a frequência, regularidade, origem do estímulo e condução cardíaca.

Dentre as várias formas de se classificar as arritmias, a mais usada é a separação em supraventricular e ventricular.

As arritmias supraventriculares são aquelas originadas acima da junção AV (região que compreende a porção baixa dos átrios, nó AV até a bifurcação do feixe de His). As arritmias ventriculares são aquelas originadas abaixo da junção AV.

Outra forma importante de classificar são nas bradicardias (FC < 50 bpm) e taquicardias (FC > 100 bpm).

Do ponto de vista clínico, a abordagem mais importante é a definição da presença de instabilidade hemodinâmica.

O que é uma arritmia grave?

São as arritmias que têm risco de levar a instabilidade hemodinâmica. Instabilidade hemodinâmica é uma condição clínica que possui pelo menos um dos seguintes fatores: PAS < 90 mmHg; dispneia importante; alteração do nível de consciência e dor torácica.

A instabilidade hemodinâmica pode ocorrer tanto nas bradicardias como nas taquicardias.

Outro fator importante é que a gravidade de uma arritmia está intimamente relacionada a presença ou não de cardiopatia estrutural associada. Por exemplo, um jovem sem doença cardíaca pode suportar frequências elevadas (como 160 bpm), enquanto que um paciente já infartado com diminuição da fração de ejeção pode desenvolver instabilidade hemodinâmica nestas condições.

Assim como uma frequência cardíaca baixa (40 bpm) pode levar a instabilidade hemodinâmica em pacientes cardiopatas, mas não em jovens sem cardiopatia estrutural.

O que é descompasso no coração?

É a sensação referida pelos pacientes de que o coração está batendo fora do ritmo. Nem sempre isso significa arritmia, podendo ser uma variação do ritmo normal. Mas deve ser avaliado levando em conta todos os aspectos clínicos do paciente.

Leia também: Dia do Cardiologista: àquele que cuida dos nossos corações.

O que é arritmia ventricular e supraventricular?

É uma das formas de classificação das arritmias que leva em conta o local de origem das arritmias. Todas as arritmias originadas acima da junção AV são classificadas como supraventriculares, e todas as arritmias originadas abaixo deste referencial são classificadas como ventriculares.

Exemplos de arritmias supraventriculares:

  • –   extra-sístoles atriais;
  • –   taquicardia atrial ectópica;
  • –   taquicardia atrial multifocal;
  • –   taquicardia juncional;
  • –   taquicardia reentrada nodal;
  • –   taquicardia atrioventricular;
  • –   flutter atrial;

Exemplos de arritmias ventriculares:

  • –   extra-sístoles ventriculares;
  • –   taquicardia ventricular não sustentada;
  • –   taquicardia ventricular sustentada;
  • –   fibrilação ventricular.

As arritmias supraventriculares são mais frequentes na prática clínica do que as arritmias ventriculares. A fibrilação atrial, por exemplo, é a arritmia sustentada mais comum da clínica médica.

Leia também: O que faz um médico angiologista?

 

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