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a Obstetricia e Neonatologia são usados termos para classificar a maturidade do feto, e dependendo da idade gestacional a gestação pode ser chamada de pré-termo, a termo ou pós-termo. Cada uma dessas classificações mostra se o organismo do bebê está pronto para nascer ou se pode haver dificuldade de adaptação do recém nascido à vida fora do útero.

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Qual a diferença entre uma gestação pré-termo, a termo e pós-termo?

A diferença entre cada uma dessas gestações está na maturidade do feto. Uma gestação pré-termo significa que a criança nasceu prematura, ou seja, antes do tempo adequado para que ela estivesse fisicamente preparada para o parto. Já uma gestação a termo significa que o parto foi feito no tempo certo e que o recém-nascido terá menos probabilidade de sofrer com problemas respiratórios e de outros sistemas, além de ter mais facilidade em se desenvolver nos primeiros dias de vida. Já a pós-termo é relacionada ao parto realizado após 42 semanas de gestação, passando o tempo adequado para o nascimento da criança, o que pode trazer complicações para a mãe e o bebê.

Quais são os perigos para uma criança que nasce pré-termo?

Geralmente, os partos pré-termo ocorrem devido à problemas na placenta, problemas no líquido amniótico (como quando a bolsa das águas rompe antes da hora), infecções (como infecção urinária) e doenças maternas (no caso de riscos para a gestante, às vezes o parto tem que ser antecipado). Os riscos para um RN que nasce pré-termo envolvem complicações respiratórias (devido à imaturidade pulmonar), riscos de deficiência neuromotora ( ”paralisia cerebral”), problemas ligados à visão e audição, entre outros.

Já uma criança que nasce a termo (entre 37 a 41 semanas) tem maior probabilidade de se desenvolver melhor nos primeiros dias de vida, de acordo com estudos, o que faz com que ela tenha maior facilidade para mamar e para engolir, ganhe mais peso e tenha os órgãos mais maduros.

Uma gestação pós-termo é mais segura do que a termo?

Não. Após 42 semanas de gestação, o bebê poderá correr riscos e ter complicações como a diminuição de oxigênio e nutrientes providos pela placenta ou até mesmo diminuição de líquido amniótico, o que poderá comprimir o cordão umbilical. Nesse caso, é essencial que a gestante seja acompanhada de perto por especialistas.

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Postado em
6/3/18
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