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ada vez mais se fala da necessidade de evitar o desenvolvimento de doenças, da importância do diagnóstico precoce e da melhora da qualidade de vida dos pacientes. Nesse cenário, a medicina preventiva aparece com grande relevância.

Segundo a Association of American Medical Colleges, a “medicina preventiva se concentra na saúde de indivíduos, a fim de proteger, promover e manter a saúde e o bem-estar e prevenir doenças, incapacidades e morte prematura”. Isto é, esta é uma especialidade voltada para a prevenção e o cuidado.

Uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) aponta que 72% dos pacientes crônicos só descobriram a doença após aparecimento de sintomas. Dados como esse mostram como muitas doenças são diagnosticadas tardiamente, sendo que poderiam ser evitadas ou ao menos diagnosticadas precocemente com a medicina preventiva em prática.

Ao longo deste conteúdo, iremos falar sobre como incentivar métodos preventivos podem apoiar no tratamento de doenças e na qualidade de vida do paciente.

Leia também: Quais são as áreas da medicina?

Níveis de medicina preventiva

Primeiro, é importante entender o que a medicina preventiva engloba. Além de evitar doenças, esta área inclui diferentes estágios com situações diversas. Segundo o Ministério da Saúde, existem quatro níveis de medicina preventiva. Confira:

Prevenção primária

Tem como foco a prevenção da doença. Portanto, para isso, monitora fatores de risco e atua na mudança de hábitos do paciente.

Prevenção secundária

Busca um diagnóstico precoce da doença para que se possa tratar no estágio inicial e diminuir o avanço da doença. Isto é, atua logo após a doença ter se instalado.

Prevenção terciária

Busca reduzir sintomas e evitar complicações da doença para, dessa forma, aumentar a qualidade de vida do paciente. Dessa forma, o foco é reduzir impactos negativos da doença.

Prevenção quaternária

Inclui métodos para minimizar ou evitar efeitos colaterais de tratamentos ou intervenções médicas desnecessárias. Ou seja, aqui a ideia é encaminhar o paciente para um tratamento menos nocivo e mais adequado. 

Assim sendo, esses níveis buscam ajudar na manutenção da saúde começando enquanto estão saudáveis e continuando por todas as etapas de uma doença. E isso tem diversos benefícios, como empoderamento do paciente no cuidado com si próprio e menores custos para o sistema de saúde. De acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), estima-se que pacientes doentes custam sete vezes mais do que um paciente saudável na mesma faixa etária.

Além disso, o diagnóstico precoce, por exemplo, de condições é essencial para resultados melhores no tratamento de doenças. Quanto mais precoce o diagnóstico, maior a possibilidade de sucesso com o tratamento.

Saiba mais sobre os 4 níveis de medicina preventiva aqui


Qual é o papel do médico nessa relação clínica na medicina preventiva?

O papel principal do médico especialista em medicina preventiva é ser um agente transformador perante a comunidade. Dessa forma, seu trabalho é aplicar na prática os quatro níveis da medicina preventiva apresentados anteriormente.

Portanto, o foco é o médico não se concentrar apenas no tratamento das doenças, mas sim na promoção de saúde com prevenção de doenças, diagnóstico precoce e intervenções que melhorem a qualidade de vida do paciente.

Um pilar importante dentro da medicina preventiva é a educação em saúde. Portanto, o médico precisa orientar o paciente nestes diferentes níveis de medicina preventiva. Para isso, ele precisa se capacitar na elaboração de recomendações individualizadas, no rastreamento e diagnóstico precoce das doenças. 

Confira alguns exemplos de medidas que o médico deve implementar com o paciente na medicina preventiva:

·         Orientar quanto à alimentação;

·         Estimular a vacinação;

·         Orientar sobre atividade física regular;

·         Explicar e incentivar o check-up periódico;

·         Estimular cuidado com a saúde mental;

·         Realizar diagnósticos precoces;

·         Identificar predisposição genética familiar para doenças.

Atualmente, essa é uma especialidade médica de muita importância tanto na saúde pública quanto privada.

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Postado em
15/3/22
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