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A Residência Médica foi instituída no ensino em 1977, pelo Decreto nº 80.281, segundo o Conselho Federal de Medicina. No Brasil, é considerada parte do ensino para que o médico possa se submeter à prova de título de especialista.

No entanto, não é qualquer curso feito após a graduação em medicina que pode ser chamado de Residência Médica. Isso quer dizer que apenas programas credenciados à Comissão Nacional de Residência Médica são considerados para a finalidade de submissão à prova e obtenção do título.

Sendo assim, o profissional que se gradua em medicina pode seguir dois caminhos: ou atua como médico generalista em instituições de saúde ou parte para a Residência Médica em busca de qualificar-se para se tornar médico especialista.

Contudo, o caminho do médico-residente é longo. A depender da especialidade escolhida, o profissional pode ter de enfrentar até seis anos de estudo. E é aí que entram os diferentes R’s da Residência Médica.

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Conheça os diferentes R’s da Residência Médica

O primeiro passo para iniciar a Residência Médica é enfrentar novamente a concorrência imposta a quem deseja seguir a carreira em medicina e submeter-se à prova de Residência. Uma vez ingresso, o médico-residente passará a ser chamado de R1, pelo fato de ser residente do primeiro ano. Nesta fase, os profissionais aprimoram conhecimentos em áreas como Clínica Médica, Cirurgia Geral e Pediatria, por exemplo. A partir daí, vão se encaminhando para subespecialidades, conforme o avançar dos anos.

De R1 a R3 – exemplo prático

Um profissional que tenha o objetivo de se tornar cirurgião plástico passará três anos na cirurgia geral. Sendo assim, ele será R1, R2 e R3 (ao fim do período) e só então prestará nova prova para a subespecialidade de Residência Médica em cirurgia plástica, que exigirá dele mais três anos de estudo.

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O que esperar da R1?

O primeiro ponto importante é saber se o médico-residente passará a atuar de forma prática dentro das instituições de saúde e será remunerado por isso. Com isso, vem também a responsabilidade de rotina de trabalho, visitas clínicas, enfermaria, plantão etc. O momento é também uma oportunidade para aprender ao lado de professores e do staff, além de criar bons relacionamentos que poderão ser muito úteis, principalmente no início da carreira médica. 

Como funciona a Residência Médica R3?
Conforme já visto aqui, para chegar nesta etapa o médico-residente tem que ter passado, obrigatoriamente, pela R1. A partir daí, poderá se aprofundar ainda mais nos aprendizados, de acordo com a área escolhida. Por exemplo, alguém que tenha feito R1 em Clínica Médica poderá optar por especialidades como Cardiologia, Dermatologia, Gastroenterologia, Pneumologia etc. Já alguém que tenha se especializado em Cirurgia Geral poderá seguir em R3 nas áreas de Cirurgia de Cabeça e Pescoço, Cirurgia Plástica, Cirurgia Pediátrica ou Urologia, por exemplo. Já a lista de quem optou por Pediatria inclui Cardiologia Pediátrica, UTI pediátrica, Neonatologia, Nefrologia Pediátrica, entre outras subespecialidades.

Prova da residência: por que é tão difícil?

Agora que você já sabe como funciona a Residência Médica, vale saber também por que a prova é tão difícil e concorrida. Segundo o Conselho Federal de Medicina, ao todo, no país, em 2020, eram mais de 500 mil profissionais registrados no órgão. O CFM destaca ainda que, a cada ano, as 342 escolas de medicina ofertam mais de 35,6 mil vagas, o que faz com que a proporção média seja de 10,4 médicos formados para cada 100 mil habitantes, índice superior ao de países como França (9,5), Chile (8,82) e Estados Unidos (7,76), por exemplo.

Com tanta gente se formando, e a maioria dando preferência a seguir carreira médica como especialista, as vagas abertas anualmente para os programas de residência não suprem a demanda, fazendo com que a concorrência em algumas instituições supere a relação de 50 candidatos por vaga.

Além disso, a aprovação requer que o candidato se saia bem em todos os requisitos do processo seletivo que envolve, na maior parte das vezes, entrevista, prova teórica e prova prática, além da avaliação curricular.

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Postado em
13/5/22
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