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esponsável por cuidar e acompanhar pacientes de todas as idades, o médico da família e comunidade tem como foco a Atenção Primária e tem extrema importância na jornada do paciente. De acordo com o Ministério da Saúde, aproximadamente 85% das queixas dos pacientes podem ser resolvidas por um médico de família e não necessitam de encaminhamento para outras especialidades.

Nos últimos anos, houve novas políticas de incentivo na área de Atenção Primária e as possibilidades de carreira se ampliaram. De acordo com o Conselho Federal de Medicina, na última década, Medicina de Família e Comunidade foi a especialidade que registrou o maior aumento no total de residentes, pulando de 181 vagas de R1 em 2010 para 1.031 em 2019. Isso foi um crescimento de 469,6%, proporção cinco vezes maior do que o aumento médio do período (81,4%) em todos os cursos de residência.

O que é a especialidade Medicina de Família e Comunidade?

A Medicina de Família e Comunidade é a especialidade que cuida das pessoas ao longo do tempo, independente do problema de saúde, do sexo, da idade, ou do órgão doente. Com isso, este especialista visa o atendimento integral das pessoas e é especializado em atenção primária à saúde. Em países em que o sistema de saúde é justo e acessível, a atenção primária é forte e os médicos com formação como em Medicina de Família e Comunidade são prioridade.

Clínico Geral x Médico de família

Você já deve saber, mas é importante reforçar a diferença entre Médico de Família e Clínico Geral. Embora tenham funções complementares, são especialidades diferentes. O Clínico trata especificamente a doença, enquanto o Médico de Família foca na pessoa acompanhando o paciente durante toda a sua vida.

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Áreas de atuação da Medicina de família e comunidade

Além de se envolver com pacientes e suas famílias, o Médico de Família e Comunidade pode desenvolver atividades em grupo e intervenções comunitárias.

Algumas das possibilidades de atuação desse especialista são:

·         Unidades de Atenção Primária à Saúde;

·         Consultórios ou em serviços ambulatoriais privados;

·         Emergência;

·         Assistência em ambiente hospitalar;

·         Medicina Paliativa;

·         Área acadêmica;

·         Equipes de população de rua;

·         Gestão no setor público ou privado (como em operadoras de saúde). 

Por que escolher a residência em Medicina de família e comunidade?

Se você gosta de clinicar, da relação médico-paciente, acha o corpo humano interessante em geral e se interessa por cuidar de pacientes em várias fases de suas vidas, esta especialização pode ser para você.

Com a pandemia de Covid-19, o trabalho de atenção primária se tornou ainda mais relevante e as competências destes profissionais ainda mais valorizadas. Além disso, em busca de redução de custos e prevenção de doenças, as operadoras de saúde têm também investido mais no trabalho em atenção primária.

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Como é a Residência Médica?

Segundo pesquisa publicada na Revista Brasileira de Educação Médica, os primeiros programas de residência em Medicina de Família e Comunidade tinham o nome de Medicina Geral Comunitária (MGC) e começaram em 1976, em Recife (Vitória de Santo Antão), Porto Alegre e Rio de Janeiro.

Anos depois, em 2002, fortalecida pela estratégia Saúde da Família, a especialidade passou a ser denominada Medicina de Família e Comunidade, ao mesmo tempo em que os programas de residência se multiplicavam.

Assista aos vídeos que explicam o que é esperado do candidato em provas de Residência Médica

Atualmente, a residência dura dois anos e há possibilidades de estágios em outras áreas para reforçar seu trabalho. Cada programa de residência possui suas próprias especificidades.

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Postado em
4/5/22
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