Residência Médica: mitos e verdades que você precisa saber

Residência Médica: mitos e verdades que você precisa saber

Se você está chegando ao final do curso de medicina, temos certeza que várias questões relacionadas à prova Residência Médica não saem de sua cabeça.  A Residência Médica é considerada o padrão ouro da especialização na medicina, tratando-se de uma modalidade de pós-graduação sob forma de curso de especialização.  Ela é realizada em instituições de saúde que funcionam como hospitais-escola, sob orientação de médicos altamente qualificados, e que ao final conferem o título de especialista ao médico residente.  Atualmente, forma-se um número maior de médicos do que de vagas disponíveis para a realização da residência médica, sendo assim, este momento importante de definição da carreira, além de ser extremamente concorrido, ainda é cercado por muitas questões confusas para os candidatos.  Pensando nisso, separamos aqui algumas informações importantes, mitos e verdades sobre a Residência Médica que sempre geram dúvidas, para que você possa começar a preparar a sua carreira.  Leia também: 5 passos para você ser aprovado na Residência Médica.

É obrigatório fazer Residência Médica para atuar na profissão: MITO!

Embora a Residência Médica seja considerada o padrão ouro da especialização médica, a sua realização não é obrigatória para a realização da profissão.  Porém, o médico que optar por não realizar o R1, poderá atuar somente como clínico-geral. Outra alternativa à Residência Médica é a Prova de Títulos.   Conforme descrito no código de ética do Conselho Federal de Medicina, art.115:  “É vedado ao médico: Anunciar títulos científicos que não possa comprovar e especialidade ou área de atuação para a qual não esteja qualificado e registrado no Conselho Regional de Medicina.”  Portanto, mesmo não sendo obrigatório para o exercício da profissão, é o que garantirá o crescimento dentro da área. A maioria dos concursos públicos, por exemplo, exigem a titulação de especialista, bem como as clínicas e hospitais particulares. 

O residente não tem qualquer direito trabalhista: MITO!

Vale pontuar que não existe uma relação de emprego, e por isso não podemos falar em direitos trabalhistas estabelecidos na CLT. Porém, a Lei 6931/81 garante aos médicos alguns direitos sim. Que são: 
  • 1 dia de folga semanal; 
  • Férias: 30 dias consecutivos de repouso por ano de atividade; 
  • Licença-paternidade de 5 (cinco) dias ou licença-maternidade de 120 (cento e vinte) dias – podendo ser de 6 meses a depender da Instituição escolhida. 
  • O residente é filiado ao Regime Geral de Previdência Social – RGPS como contribuinte individual.  
  • O tempo de atividade exercida pelo médico residente pode ser computado para efeito de aposentadoria voluntária por tempo de contribuição; 
  • A instituição de saúde deverá recolher, por meio de desconto no pagamento da bolsa, contribuição para repassar ao INSS.  

É possível trancar a Residência Médica: VERDADE!

Existem algumas hipóteses que permitem o afastamento do residente por um determinado período, quais sejam:  
  • Serviço militar: O afastamento poderá ser feito pelo período de um ano. 
  • Doença 
  • Licença maternidade: Período de quatro meses prorrogável por mais dois meses 
Destaca-se que nesse período o residente não receberá a bolsa-auxílio da instituição.  Nos casos de doença com afastamento maior de 15 dias e licença maternidade, o residente receberá pelo INSS até seu retorno para o programa de Residência.  Leia também: Como escolher a instituição de Residência Médica?

O valor da taxa de inscrição para a prova não tem variação: MITO!

Um fator importante para você se organizar ao se preparar para uma prova de Residência Médica, é em relação ao valor das provas a serem realizadas.  Ao contrário do que se acredita, não existe um valor padrão definido, podendo variar de acordo com cada instituição.   Além disso, esse valor é reajustado todo ano.  Abaixo, separamos os valores das taxas de inscrição dos cinco Hospitais mais procurados, conforme as provas realizadas em 2020. 
  • Hospital Universitário Pedro Ernesto (UERJ): R$380,00 
  • Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP): 600,00 
  • Hospital das Clínicas (UNICAMP): R$460,00 
  • Hospital São Paulo – Hospital Universitário da UNIFESP: R$670,20 
  • Hospital Sírio-Libanês: R$407,00 

O médico residente recebe uma bolsa auxílio: VERDADE!

Ao iniciar a Residência Médica, o médico passa a ter direito ao recebimento de uma bolsa-auxílio.  Determinado pelo Ministério da Educação, a bolsa atualmente possui o valor bruto de R$3.330,43, por 60 horas semanais, sendo que desse valor é descontado o INSS.  Além da bolsa-auxílio, o valor pode vir a ser acrescido de outros valores, como auxílio alimentação, transporte e moradia, a depender das informações contidas no Edital da instituição que for escolhida por você. 

A Residência dura dois anos: MITO!

Outro fator importante a ser considerado no momento da escolha do programa é o seu tempo de duração.  O tempo da Residência Médica não é padrão, podendo variar entre 2 a 5 anos a depender da especialidade médica escolhida.  Se você, por exemplo, optar por se especializar em Alergia e Imunologia, sua residência terá a duração de 2 anos, já a residência em Anestesiologia será de 3 anos, enquanto a residência em Cirurgia Cardiovascular terá a duração de 5 anos. 

O residente não pode realizar plantões externos: VERDADE!

É vedado ao médico residente que ocorra concomitância de atividades externas com a Residência Médica.  Dentre elas, a maior dúvida dos residentes é em relação à realização de plantão de sobreaviso.   De acordo com a Resolução de nº 1834/08 da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM),a única modalidade de plantão reconhecida para o médico residente é a presencial.  Ainda, a Lei 6931/81 estabelece para o residente médico a jornada máxima de 60 horas semanais, estando inclusa um plantão de 24 horas.  Caso seja constatada a atuação irregular do residente, ele deverá restituir o valor recebido como bolsa-auxílio durante este período. 

A prova contém somente a matéria específica: MITO!

Engana-se quem acredita que a prova será direcionada somente às matérias da especialidade escolhida.  O processo de estudos e realização da prova envolvem temas importantes estudados ao longo da graduação, e abrangem as áreas da Clínica Médica, Cirurgia, Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria e Medicina da Família.  Portanto, seu preparo para a prova é feito em todos os anos de graduação, e é fundamental reforçar seus estudos nestas cinco áreas para que possa se tornar competitivo no momento da prova. 

O processo seletivo possui etapas: VERDADE!

O processo de seleção para entrar em uma residência é exaustivo tanto em sua preparação, quanto a sua realização.  Em regra geral, o processo é realizado em três etapas, quais sejam, a prova técnica, análise curricular e a entrevista.  A prova técnica é composta por uma média de 100 questões e possui o maior peso do processo seletivo.  Além disso, em alguns casos, pode ocorrer a inclusão de prova prática no processo seletivo.  Leia também: 6 dicas para passar na prova prática de Residência Médica

Existem cursos preparatórios para a Residência Médica: VERDADE!

Conforme pesquisa realizada em 2018, no Brasil se formaram cerca de 25 mil médicos e foi projetado um aumento de 5,5% deste número ao ano.  Em contrapartida, de acordo com o CNRM, em média são oferecidas somente 7 mil vagas em Residência Médica ao ano, para os médicos recém-formados.  O contraste entre os números é alto, o que destaca a importância de investir na preparação para garantir o sucesso na prova de residência.  Sendo assim, nós da MEDCEL, temos os melhores cursos, com materiais atualizados e professores qualificados para te dar o melhor suporte nesse momento preparatório, com estudos intensos.  Comece a estudar gratuitamente com a Medcel e prepare-se com quem aprova 87,7% dos alunos na Residência Médica. 


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